Blockchain resolve problemas reais de custo e risco. Também virou palavra mágica para vender projeto que não se paga. Separar os dois é trabalho de CFO.
Como CFO, minha pergunta sobre qualquer tecnologia nova é sempre a mesma: onde ela vira caixa, e onde ela é só moda cara? Com blockchain, a resposta honesta tem os dois lados.
Rastreabilidade de cadeia, redução de fraude, contratos que dispensam intermediário, auditoria mais barata. Em custo e risco, há ganho real e mensurável — e é aí que a tecnologia se paga.
Projeto que adota a tecnologia antes de ter o problema que ela resolve. Blockchain sobre um processo que um banco de dados comum resolveria é dinheiro queimado com verniz de inovação.
Tecnologia sem caso de uso financeiro não é investimento. É despesa com verniz.
A pergunta certa não é “isso é inovador?”. É “isso reduz custo, risco ou fricção de um jeito que se paga?”. Toda tecnologia nova merece essa mesma régua — antes do orçamento, não depois.
Pergunta para quem aprova investimento em tecnologia: você está comprando uma solução para um problema que tem, ou uma resposta para uma pergunta que ninguém fez?